Por muito tempo caminhei,
por um lugar desconhecido,
sem direção ou rumo.
Por muito tempo me senti sozinho,
Sem saber o que fazer
ou como agir.
Tive medo de nunca encontrar ninguém.
Com o passar do tempo,
Conforme fui seguindo,
fui me afastando de mim,
esqueci o que era felicidade!
Eu me esqueci.
Então quando dei conta,
Já era noite,
Sombria e fria,
mais nada pude enxergar,
Pois o sol com sua luz e seu calor,
Havia de me abandonado,
E eu perdi o ultimo elo de com a felicidade.
E a estrada cheia de flor e vida,
Morreu com a minha esperança,
Perdi a força para continuar.
Então finalmente me entreguei a dor,
Ao medo!
Os quais encheram meu peito,
Um nó em minha garganta senti,
Algo tão forte que mal pude suportar,
E tudo que tinha perdido, senti do meu peito sair,
ao ponto de por minha pele escorrer,
Senti que era quente e leve,
agradável como uma lembrança boa.
Eu podia tocar com as pontas dos meu dedos,
quando olhei vi que era uma lagrima,
Não conseguia entender como uma lagrima,
Podia conter minha ultima esperança.
E por um descuido!
Ela caiu.
Conforme foi ao encontro do chão,
Desisti de Lutar, pois já não tinha mais força,
E aquela escuridão crescendo dentro de mim,
Fez me senti uma criança,
Abandonada e sozinha,
sem ninguém.
E a ultima coisa que senti.
Era a lagrima tocando o chão,
e mais nada pude ver ou ouvir.
Passou minutos! horas! dias ou anos!
se duvidar seculos ou ate a eternidade, não sei ao certo.
Pois perdi a noção de tudo.
A unica coisa que não tinha perdido,
era a escuridão dentro de mim.
Com isso tudo esqueci o que era lutar,
o que era senti,
ou se algum dia tinha sido feliz.
Em algum momento algo ficou diferente,
Não sei se foi algo crescente,
que com o tempo adquiriu força,
ou do nada surgiu,
não importava, pois não sabia explicar,
e muito menos o que era.
Era algo que começou a me confortar,
Me dava esperança,
mais não era algo que me dava força para lutar,
e sim que aquetava minha alma,
quando dei por mim, era algo tão forte,
tão quente.
Que fez o frio do meu corpo sumir,
senti minha alma branda.
Abri meus olhos e para frente olhei,
e uma criança vi,
Tão frágil e sozinha,
acho que de tudo era único ser que me compreendia,
no vazio, e sozinho,
preso na escuridão,
sem luz ou esperança.
Mais algo dentro de mim me fez questionar,
Será que essa criança estava todo o tempo,
por somente agora podia vê-la,
Será que havia me pedido ajuda e não ouvi.
Em um mar de duvida e culpa,
meu ser foi tomado.
Aquele vazio começou a crescer novamente,
quis me dominar,
Mais queria lutar,
contra tudo aquilo,
mais não para me salvar,
pois queria ajudar aquela criança,
para não passar pela dor que passei,
senti o medo que senti.
quando finalmente nela consegui chegar,
E seu rosto vi.
Todo o medo e dor,
Agonia e rancor,
Toda aquela sombra em seu olhos pude enxergar.
Que com toda minha alma quis lutar,
Lutar por aquela criança,
Tão inocente que não merecia,
Senti toda aquela dor.
Então percebi que já tinha passado por aquilo,
e todas as vezes havia escolhido lutar,
E sempre lutei para salvar,
E com isso me sacrificava e ficava em seu lugar.
Mais nunca me arrependi,
pois era o que me dava força para continuar,
não importava,
o tempo, a dor...
O que importava era salvar,
A alma daquela criança.
Pois queria que tivesse lutado,
Com todas suas forças,
Com todo seu coração,
Como Luto,
Para salvar minha alma,
ainda quando criança.